Aterro sobre Estacas no Chapadão do Sul (MS)

Aterro, HUESKER geossintéticos

Aterro, HUESKER geossintéticos

Aterro, HUESKER geossintéticos

Da Huesker do Brasil – Empresa de capital privado, a Ferronorte, administradora de linhas férreas no Brasil, atualmente tem como seu principal foco a construção de uma Ferrovia interligando portos das regiões Sul e Sudeste a algumas das principais regiões de produção agropecuária do Norte e do Centro-Oeste do país.

Parte do projeto de implantação da ferrovia previa para o trecho que cruza o Rio Laje, no município de Chapadão do Sul (MS), com 450 metros de extensão, a execução de um aterro de regularização, com altura de até 9 metros e canalização do rio. Por se tratar de uma região alagada, o solo de fundação do aterro era bastante mole (solo saturado) com baixíssima capacidade de suporte, com profundidade atingindo 12 metros.

Para a execução do aterro foi proposta a utilização de geogrelha e drenos verticais para a aceleração de recalques. No entanto, o longo período de espera para consolidação e a possibilidade de ocorrência de recalques excessivos para o bom funcionamento da ferrovia levaram à mudança do projeto. Decidiu-se então pela elaboração de um projeto de aterro reforçado sobre estacas.

Foram executadas “in loco” estacas do tipo “Alluvial Anker” pela empresa Este Engenharia, com até 14 metros de comprimento, a cada 1,35 metro nas duas direções (longitudinal e transversal em relação ao eixo principal do aterro). Nas regiões de saias do aterro, região de menor sobrecarga, o espaçamento entra as estacas era de 1,8 metro nas duas direções. Cada estaca possuía uma capacidade de carga de 40 toneladas e sobre elas foram assentadas capitéis pré-moldados em concreto com dimensões de 50cm por 50 cm.

Para distribuir as tensões verticais para as estacas e suportar a carga do aterro nas regiões não cobertas por capitéis (substituindo a solução mais tradicional por laje de concreto armado), foi utilizada uma grelha Fortrac 400/150-20, da Huesker, que apresenta resistência nominal à tração mínima de 400kN/m na sua direção principal e 150kN/m na direção transversal, com uma malha aberta de 20mm por 20mm. Trata-se de um geossintético de alto módulo de resistência, característica essencial para a adequação do produto a este tipo de obra, onde os níveis de deformação permitidos são muito baixos. Além disso, é um material que apresenta suscetibilidade à deformação por fluência. Este também foi um fator importante para sua aplicação, uma vez que a obra foi dimensionada para um longo período de serviço.

A execução da obra no trecho do Rio Laje, a cargo da empreiteira Constran, teve seu início em meados de novembro de 1998, com os trabalhos de fundação com a cravação das estacas ocorrendo já em dezembro. Em fevereiro de 1999, e m uma grande área já estaqueada, foram iniciados os trabalhos de instalação das geogrelhas.

As bobinas de geogrelha foram embaladas na fábrica já nos comprimentos exatos de cada trecho, evitando-se com isso a necessidade de cortes no canteiro. Foram fornecidas 113 bobinas de geogrelha Fortrac 400/150-20 com 5 metros de largura e 30 a 40 metros de comprimento, o que corresponde a aproximadamente 20 mil metros quadrados de material.

A instalação de geogrelha foi muito simples. Envolvendo em média 5 operários, consistia basicamente me posicionar a bobina em uma das laterais do aterro e desenrolá-la no sentido transversal ao seu eixo.

Foram previstas sobreposições de 95 cm entra as mantas consecutivas de geogrelha, de que na região do “corpo” do aterro, sempre ocorressem sobre uma linha de capitéis. Deste modo, as sobreposições estariam sempre apoiadas, garantindo a eficiência da transferência de cargas entre as mantas neste sentido.

A instalação das geogrelhas ocorreu sem qualquer tipo de dificuldade ou imprevisto, desenvolvendo-se à medida que cada área do aterro ia sendo liberada pela empresa de fundação que executou a cravação das estacas.

A execução da obra no trecho do Rio Laje foi finalizada em maio de 1999. Logo em seguida a ferrovia foi liberada para o tráfego. A adoção da solução em aterro reforçado com geogrelha, foi essencialmente o fator decisivo para garantir o sucesso do projeto.

HUESKER: www.huesker.com.br