Conferência de Fundações teve abordagem de Geossintéticos

A segunda edição da Conferência em Tecnologia de Fundações (CTF 2016), realizada em Campinas (SP) de 31 de março a 2 de abril, reuniu 200 participantes. Com o tema “Estacas Cravadas por Impacto ou Vibração: Perspectivas Atuais e Futuras”, a Conferência abordou conteúdos que são novidade para muitos dos profissionais da área de fundações.Acervo HUESKER Brasil (3)

O evento contou com a presença da Huesker Brasil, que representou o setor de geossintéticos. “Diversos dos participantes eram profissionais renomados neste segmento e a Huesker teve oportunidade de apresentar um tema de interesse geral, em um formato que agradou a todos. Foi interessante pelo aspecto da divulgação da técnica e pelo aspecto de reforçar a boa imagem da empresa”, afirma André Estevão, diretor de Desenvolvimento de Mercado da Huesker Brasil.

Segundo o executivo da Huesker Brasil, estão consolidados no uso em fundações os “geotêxteis como produtos para soluções acessórias, geogrelhas para composição de soluções conjuntas ou complementares às de fundações e, principalmente, os geotêxteis tubulares para reforço de colunas, que compõem diretamente soluções alternativas para problemas de fundações”.

A participação da Huesker no evento teve por objetivo aprofundar os conhecimentos técnicos dos presentes. Segundo Estevão, um dos desafios neste mercado é a falta de cultura e conhecimento mais profundo sobre as técnicas e soluções possíveis com os diversos geossintéticos que possuem sinergia por parte dos profissionais de fundações (consultores / projetistas e executores). “Isto gera pouca segurança destes profissionais para propor soluções que envolvam geossintéticos e a tendência é a utilização em menor grau do que se poderia observar. Para lidar com este desafio, essencialmente, penso que deve haver maior proximidade do segmento de geossintéticos para auxiliar os profissionais de fundações na orientação e ampliação de conhecimento. Esta foi a visão da Huesker ao decidir tomar parte no CTF este ano”, salienta o engenheiro.

Visão geral – Para Renato Cunha, presidente da Comissão Técnica de Fundações da ABMS, que promoveu o evento em parceria com o Núcleo São Paulo, toda a programação do evento merece destaque. “Seria injusto destacar um ou outro momento da Conferência”, afirma. “Todas as palestras e os minicursos que abordaram as novidades da área – equipamentos, tecnologias, casos de obras, dentre outras inovações – foram muito bem recebidos pelo público”. Para ele, o CTF 2016 proporcionou novos aprendizados. “Eu mesmo aprendi muito nesta Conferência”.

O engenheiro Paulo Albuquerque, da Comissão Técnica de Fundações da ABMS e também vice-presidente do Núcleo São Paulo, considera que os minicursos oferecidos pelo CTF foram um dos principais atrativos do evento. “Tivemos uma procura acima das expectativas”, conta. “Esta procura está diretamente relacionada aos temas envolvidos e aos profissionais de renome que ministraram os cursos. Outro diferencial foi que conseguimos reduzir o custo dessas atividades”.

O presidente da Comissão Técnica de Fundações explica o interesse despertado pelo evento, mesmo em um cenário de dificuldades econômicas. “O que atrai os participantes para eventos como o CTF é a oportunidade para atualização técnica, aprimoramento do currículo, aprofundamento de conhecimentos e ampliação da experiência acadêmica e científica”. Esses profissionais preparam-se assim para o momento em que o mercado vier a retomar o ritmo normal de atividades.

Para o próximo CTF, o plano é seguir diversificando o tema. “Não foi definido o tema da próxima Conferência, mas não será igual às duas temáticas apresentadas até agora”, declara Renato. “A expectativa é tratar de uma temática nova para atrair colegas interessados em outras subáreas da geotecnia de fundações”.

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