Degradação térmica de geossintéticos em pavimentação

Os doutores Jaime Rafael Obando Ante, Ennio Marques Palmeira e Maria José Araújo Sales, da Universidade de Brasília (UnB) apresentaram no Cobramseg 2015 um estudo pertinente sobre “ Degradação térmica de geossintéticos empregados em pavimentação”. Nesta pesquisa, são apresentados os resultados das mudanças nas propriedades mecânicas de quatro tipo de geossintéticos empregados em reabilitação de recapeamentos asfálticos, submetidos a um processo de degradação térmica sob condições controladas de laboratório. Os quatro geossintéticos empregados foram: geogrelha de poliéster; geocomposto com recobrimento asfáltico PVA; malha de fibra de vidro embutida em camada de poliéster; e reforço de fibra de vidro com capa de polímero modificado e adesivo à pressão.

A durabilidade de um geossintético pode ser entendida como a capacidade que o material tem em manter determinadas propriedades ao longo da vida útil da obra. Os geossintéticos empregados no tratamento do fenômeno de reflexão de trincas estão submetidos a efeitos que podem comprometer o desempenho do reforço e, ao mesmo tempo, do composto (mistura asfáltica reforçada), durante o processo construtivo do recapeamento.

Um dos fatores de degradação dos geossintéticos empregados em pavimentação, é a temperatura da mistura asfáltica, que no caso de misturas usinadas a quente, devem manter um determinado valor para garantir uma viscosidade do cimento asfáltico que permita efetuar o processo de compactação. Essa temperatura geralmente está entre 100°C e 150°C.

O processo de degradação empregado nesta pesquisa consistiu na representação, numa estufa de laboratório, das variações de temperatura que acontecem durante o processo construtivo de um recapeamento asfáltico. Para efeitos da simulação, foram obtidos dados de tempo e temperatura durante o processo de instalação, compactação e resfriamento da mistura asfáltica, para posteriormente representar as mesmas condições de campo, sob condições controladas de laboratório. Ensaios de resistência de faixa larga foram realizados em amostras em estado original (sem efeitos térmicos) e em amostras envelhecidas. Os resultados obtidos mostraram diminuição da resistência à tração e da rigidez do material.

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