Estudo analisa deformações de estrutura de solo reforçado com geogrelha

Os acadêmicos João Maurício Homsi Goulart e Fernando Henrique Martins Portelinha, da UFSCar, e José Orlando de Avesani Neto, da Poli-USP, levaram ao Cobrae 2017, realizado em Florianópolis (SC), a pesquisa sobre “Deformações ao longo do tempo de uma estrutura de solo reforçado com geogrelha”.

Muro instrumentado em São José dos Campos (SP)

Muro instrumentado em São José dos Campos (SP)

Segundo o trabalho, os fatores de redução por fluência de reforços geossintéticos tem sido uma preocupação frequente em projetos de estruturas de solo reforçado. Normalmente, a caracterização deste fenômeno é baseada em ensaios de fluência convencional dos reforços poliméricos ou em aparatos laboratoriais que simulam a fluência com a interação do solo. No entanto, poucos são os estudos que captam as deformações pós-construtivas com vistas à fluência do solo e do reforço que compõe a estrutura.

Este estudo investiga o comportamento dependente do tempo de um muro de 6 metros de altura em solo reforçado com geossintético. O muro foi construído com uso de solo local laterítico fino (ML-MH). A face consistiu em gabião preenchido com pedras de mão e serviu como drenagem e proteção da face da estrutura. Os dados coletados do monitoramento de campo da estrutura foram durante o processo construtivo e por aproximadamente 7 mil horas após a construção. As instrumentações (extensômetros mecânicos) foram criadas para obter os deslocamentos internos das linhas de reforços instalados em diferentes elevações.

O estudo da fluência dos reforços geossintéticos na estrutura foi conduzido com base nas deformações calculadas. Os resultados dos deslocamentos da face foram inferiores a 10 mm. Isso indicou desempenho adequado da estrutura. A análise das máximas deformações, calculadas por ajustes sigmoidais e deslocamento relativo mostraram que os valores de deformação por fluência chegaram até 1%. Comparando os dados obtidos das deformações ao longo do tempo da obra real e do ensaio convencional de laboratório, observou-se que o ensaio convencional levou a valores de deformações muito consistentes com o de campo.

Para ter acesso à íntegra do trabalho clique aqui.

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