Evento celebra 20 anos de Estudo e Pesquisas em Geossintéticos no Rio

  • Evento celebra 20 anos de Estudo e Pesquisas em Geossintéticos no Rio
    Professora Ana Cristina Sieira, da UERJ, apresenta os projetos do Nucleo RJ da ABMS

Representantes das principais universidades fluminenses estiveram presentes no evento que celebrou os 20 anos de Estudos e Pesquisas em Geossintéticos no Rio de Janeiro, realizado na terça-feira, 1º de março, no Auditório Prof. Moacyr Carvalho da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) na capital fluminense. Os palestrantes deram um panorama da evolução de pesquisas, publicações e eventos realizados nas instituições do estado nestas duas décadas. “O papel das universidades fluminenses foi preponderante para o desenvolvimento de novas aplicações dos geossintéticos no país, trabalhando junto para alcançar produtos e projetos mais adequados às demandas do país”, afirmou Maurício Ehrlich, professor doutor da COPPE – UFRJ, que presidiu a sessão.

Fizeram a abertura a professora Ana Cristina Sieira, da anfitriã UERJ e presidente do Núcleo Rio de Janeiro da ABMS, e o presidente da IGS Brasil, André Estevão. Em seguida, Ehrlich apresentou aos presentes um grande gama de publicações, eventos e pesquisas realizadas pelas universidades fluminenses que ajudaram na ampliação e consolidação do uso dos geossintéticos em obras de infraestrutura e geotecnia, que culminaram em diversos prêmios e reconhecimentos acadêmicos no Brasil.

Em seguida, o professor doutor Paulo Maia, da Universidade Estadual do Norte-Fluminense, falou sobre “Aspectos sobre a durabilidade de materiais geotécnicos aplicados em obras geotécnicas”, no qual É apresentou um resumo do estado da arte sobre as pesquisas desenvolvidas no Brasil, destacando os laboratórios de pesquisa, os ensaios normalmente utilizados, as metodologias empregadas e os parâmetros comumente aplicados na previsão da durabilidade. Faz-se referencia a aspectos de norma e finamente, descrevem-se os ensaios e metodologias especiais para o estudo da durabilidade nos geossintéticos. Segundo Maia, em termos de evolução na pesquisa sobre durabilidade de geossintéticos, os procedimentos diretos permitem a previsão da durabilidade e alterabilidade, é preciso ter cuidado especial na escolha do procedimento de laboratório e também é necessário a escolha adequada de modelo promissor para a interpretação dos resultados.

Pela PUC-Rio, o professor doutor Alberto Sayão apresentou um resumo dos estudos de campo e laboratório realizados na PUC-Rio durante os últimos 20 anos. Entre os principais temas abordados esteve os Georreforços, que tratam da interação entre solo e geomateriais como geogrelhas, geotêxteis e geomantas.

Após debate formado pelos palestrantes anteriores, o professor doutor Márcio de Souza S. Almeida, da COPPE-UFRJ, falou sobre “Uso de geossintéticos em solos moles: aterros experimentais e modelagem numérica”, onde abordou as três técnicas construtivas em solos moles que usam geossintéticos. Primeiro, Almeida apresentou um aterro experimental sobre colunas granulares encamisadas executado na CSA, Santa Cruz. Resultados da instrumentação de campo são comparadas com análises numéricas 2D (axi-simétricas e plano de deformação) e 3D. Ele então comparou o caso anterior com um aterro reforçado sobre solo mole levado à ruptura em subsolo com características bem semelhantes. E por fim analisou por elementos finitos (estado plano de deformação e em axi-simétrica) um aterro experimental com adensamento por vácuo em solo sensível estruturado. Almeida comparou resultados medidos com as análises numéricas e análises clássicas.

Para finalizar o evento, a palestra do pesquisador Luc Thorel, diretor da IFSTTAR-LCPC (Instituto Fracês de Ciências e Tecnologia de Transporte, Desenvolvimento e Redes), teve foco nas pesquisas de Thorel sobre Aterro Reforçado com Estacas: modelagem em centrífuga. Thorel atualmente pesquisa temas relacionados à modelagem física em geotecnia, particularmente à centrífuga geotécnica. Vem trabalhando principalmente na interação solo-estrutura sob carregamentos complexos, incluindo aterros reforçados, fundações profundas e rasas.

Como pesquisa incluída no Projeto Nacional Francês Asiri (Melhoria do Solo por Inclusões Rígidas), o uso de geogrelhas para reforçar plataformas granulares para transferência de carga foi investigado experimentalmente através de modelagem em centrífuga. Nesta apresentação, ele demonstrou a metodologia utilizada e os resultados de um estudo paramétrico são apresentados.

– Bruno Pedroni (bruno@geosynthetica.net)

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