Caso de Obra – Muros de contenção construídos na duplicação da BR 101 no RS

Da Huesker Brasil – Na duplicação e revitalização da rodovia BR 101, no trecho do Rio Grande do Sul, estavamUntitled-1 previstas a implantação de diversas obras especiais, pontes, viadutos e passagens em desnível. O objetivo era promover a travessia rápida e segura da rodovia por importantes municípios na região. Neste contexto, todas as estruturas de contenção requeridas para implantação dos viadutos foram executadas em Muro Terrae (um sistema construtivo de muros de contenção composto pela montagem de blocos pré-fabricados através de encaixe a seco, sem nenhum tipo de argamassa ou concreto durante a execução da obra), com distintas geometrias e condições construtivas, sempre utilizando geogrelhas Fortrac como elemento de reforço e estruturação dos maciços.

A BR 101 faz parte da malha viária federal gerenciada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), sendo uma das mais importantes rodovias do país, pois é uma das ligações norte-sul do Brasil. Os trechos em questão compreendiam os lotes 1 e 2, cuja execução ficou a cargo da Construtora Queiroz Galvão e a supervisão do Consórcio Ecoplan-Magna-ETEL-STE. Trata-se do trecho entre os quilômetros 0 (divisa de Rio Grande do Sul e Santa Catarina no município de Torres) e 52 (município de Terra de Areia).

Foi grande a diversidade de condições construtivas, conforme o detalhamento do projeto executivo e as restrições geométricas impostas em cada caso. Foram executados muros em ala de viadutos e galerias, de fechamento frontal, de montante, em pé de talude, em greide, de encabeçamento, etc.

Muros com até 10 metros de altura foram executados, sempre seguindo as diretrizes básicas de montagem deste tipoEsquema de muro de contenção. No total, foram implantados 25 muros, compreendendo 7 encabeçamentos de viadutos, 5 de passagens inferiores e outros 2 trechos não vinculados a obra de arte.

Em cada locação, especial atenção foi dada à terraplanagem, com compactação pesada dos aterros acompanhada de rigoroso controle tecnológico. Também se eu atenção especial às condições adequadas de fundação (em que alguns casos exigiu trabalhos de reforço e melhoramento), drenagem e acabamento final, com revestimento de talude, vigas de coroamento, barreiras NJ e canaletas, sempre que ocorresse demanda por alguns destes itens.

Os blocos Terrae utilizados seguiram o padrão do modelo MW com resistência mínima à compressão de 8Mpa. As geogrelhas Fortrac T, por sua vez, foram fornecidas com resistências variadas, entre 35 e 110kN/m de resistência nominal longitudinal. O controle de qualidade de cada lote de todos os materiais entregues na obra era uma exigência, e a grande extensão do trecho em obras e o andamento paralelo de várias frentes de trabalho exigiu do executor um bom planejamento de logística e estocam dos materiais.

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Além de garantir esta flexibilidade logística demandada pela obra com estas características, o este sistema foi escolhido pelas seguintes razões:

  • compatibilidade com o material de aterro disponível nas jazidas licenciadas localmente que apresentavam escassez de material granular;
  • boa estética, adequada ao ambiente urbano dos trechos de ocorrência das obras de arte previstas;
  • possibilidade de se executar em áreas de trabalho exíguas, não perturbando o tráfego contínuo nos trechos de desvio e nas vias laterais, durante todo o período construtivo;
  • elevada produtividade na execução, adequando-se ao apertado cronograma de execução da sobras.Untitled-3

As obras de contenção foram finalizadas em meados do ano 2010 e todos os objetivos foram alcançados. Os Muros Terrae da BR 101, no trecho do RS compõem as estruturas de travessia em desnível com aspecto estético muito valorizado e, durante a fase construtiva, o sistema se adequou muito bem às demandas e condicionantes da obra, tanto tecnicamente, quanto de custo e de produtividade. Esta se tornou uma importante referência na aplicação do sistema com geogrelhas em um importante projeto rodoviário nacional.