Avaliação da Resistência ao Cisalhamento e ao Arrancamento entre Geossintéticos e Tiras Metálicas

Ensaios de arrancamento: (a) Equipamento de arrancamento, (b) Bolsa de borracha para aplicação de cargas verticais e (c) Equipamento para chuva de areia.

Os acadêmicos Rodrigo César Pierozan, Nelson Padrón Sánchez, Gregório Luís Silva Araújo, da Universidade de Brasília (UnB), apresentaram no GeoCentro 2017 uma “Avaliação Experimental da Resistência ao Cisalhamento e ao Arrancamento entre Geossintéticos e Tiras Metálicas Lisas em Areias”. Neste trabalho foram apresentadas duas pesquisas desenvolvidas pelo grupo de pesquisa Geossintéticos em Geotecnia e Meio Ambiente referentes à resistência de interface entre diferentes geossintéticos e elementos de reforço em contato com solos arenosos.

Segundo a pesquisa, o conhecimento dos mecanismos de interação entre o solo e os geossintéticos, assim como entre o solo e os elementos de reforço empregados em Terra Armada, é de fundamental importância no dimensionamento de estruturas geotécnicas como obras de disposição de resíduos e muros mecanicamente estabilizados, respectivamente. Neste contexto, as características geotécnicas do solo empregado como aterro são preponderantes nos esforços mobilizados durante a vida útil das estruturas, uma vez que os mesmos influenciam as resistências de interface. A escolha do ensaio mais adequado para se avaliar a interação entre o solo e os geossintéticos ou reforços deve levar em conta o movimento relativo entre o reforço e o maciço adjacente ao mesmo.

Basicamente, foram realizados dois tipos de ensaios. No primeiro, um estudo da resistência ao arrancamento de tiras metálicas lisas em areia média, com o objetivo de determinar parâmetros de projeto e, no segundo, um estudo da resistência da interface entre dois geotêxteis não-tecidos de polipropileno e areia média, mediante diferentes tipos de ensaios com diferentes tamanhos de superfície de contato, com o objetivo de analisar e comparar resultados de ângulos de atrito de interface. Com base nos resultados foi possível analisar e comparar a mobilização de resistência, o comportamento das envoltórias de ruptura e os ângulos de atrito de interface resultantes.

Para ter acesso à íntegra do trabalho acesse os anais do GeoCentro 2017.