Uso de Geossintéticos em Obras de Recursos Hídricos, Geração de Energia e Mineração

Os engenheiros Natália Teixeira Argollo e César Alberto Aguiar Botelho realizaram estudo amplo sobre o “Uso de Geossintéticos em Obras de Recursos Hídricos, Geração de Energia e Mineração”. Segundo eles, nos últimos anos o surgimento de novos materiais geossintéticos provocaram uma mudança na cultura da especificação dos projetos e no modelo construtivo das obras nos diversos segmentos da engenharia. Esta mudança tem levado esses projetos a ganhos bastante significativos considerando custos, prazos, qualidade e uma excepcional redução no impacto ambiental gerado na construção, na operação e na vida útil de determinados empreendimentos.

De acordo com o estudo, as obras projetadas e executadas com materiais geossintéticos são referência nacional e internacional no avanço tecnológico e no conceito de minimização de danos ao meio ambiente. Um dos objetivos do trabalho é apresentar um histórico de grandes obras nos setores de recursos hídricos, geração de energia e mineração. Foram utilizados nas obras relatadas diversos tipos de geossintéticos, tais como geomembrana de PEAD, geotêxteis, geocomposto GCL bentonítico e geocomposto drenante, serão analisados aspectos técnicos de especificação, detalhes construtivos e parâmetros de qualidade, vida útil e desempenho de cada caso.

O Projeto de Transposição do Rio São Francisco, por exemplo, é um empreendimento de infraestrutura hídrica, composto por dois sistemas independentes de obras hidráulicas denominados de Eixo Norte e Eixo Leste, dentre os quais abrange canais, estações de bombeamento de água, pequenos reservatórios intermediários e usinas hidrelétricas de auto-suprimento do projeto, de modo a capturar água do rio São Francisco entre as barragens de Sobradinho e Itaparica, em Pernambuco.

Na transposição foram utilizados 7 milhões de m² de geossintéticos, dentre geomembranas, geocomposto drenante e geotêxtil. O Projeto dos Mares, obra de infraestrutura hidrelétrica, estratégico do ponto de vista de desenvolvimento do Panamá, é composto por três sistemas em série, Gualaca, Lorena e Prudência, interligadas por canais de adução e câmaras de carga que produzem energia limpa e renovável. A potência dessas pequenas centrais hidrelétricas é de 25, 35 e 55MW, consumindo 1,5 milhões de geomembrana e geotêxtil.

Já no ramo da mineração apresenta-se o Depósito de Rejeitos Murici, da Votorantim Metais, que recepta os resíduos seco e em polpa da fábrica com vida útil estimada em 19 anos, em dois reservatórios. O projeto é estratégico do ponto de vista de controle e proteção ambiental e contempla um sofisticado sistema de impermeabilização, com drenagem e detecção de vazamentos com utilização de aproximadamente 1,8 milhão m² de geossintéticos, dentre eles geomembrana de PEAD, geocomposto drenante, GCL bentonítico e geotêxtil.

Para ter acesso à integra do trabalho clique aqui.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.